Thursday, March 19, 2026
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Por que os homens estão dominando as clínicas de medicina estética?

by admin7
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E aí, beleza?

Por muito tempo, a cirurgia plástica masculina foi cercada de tabus e resultados que, nem sempre, prezavam pela discrição. No entanto, o cenário mudou. Hoje, o Brasil vê o homem ocupar cerca de 30% das cadeiras nos consultórios de cirurgia plástica, buscando algo que vai muito além da simples vaidade: a busca por uma silhueta proporcional que reflita um estilo de vida saudável.

Mas o fenômeno não é apenas cirúrgico. De acordo com a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), os procedimentos não invasivos realizados por homens cresceram 116% entre 2018 e 2024. Esse movimento é confirmado pela Homenz, maior rede especializada no setor no Brasil, que somou mais de 34 mil atendimentos em 2025, com destaque para a saúde capilar e corporal.

O novo foco: contorno corporal e performance

Se antes a preocupação masculina se limitava ao rosto ou ao transplante capilar, hoje o foco é o contorno do corpo. O objetivo não é a artificialidade, mas a valorização da anatomia natural.

“A cirurgia plástica hoje vai além da estética. Muitos pacientes relatam aumento de autoestima e até melhora na performance profissional e social”, explica o Dr. Rafael Paccanaro, cirurgião plástico referência em contorno corporal masculino.

A busca por abdômen, braços e glúteos definidos tornou-se central. A tecnologia atual permite corrigir acúmulos de gordura que não respondem a dietas ou exercícios, respeitando a biotipologia masculina e oferecendo recuperações cada vez mais rápidas.

O ranking da procura: o que os homens querem?

O balanço das clínicas especializadas ajuda a desenhar o mapa das prioridades masculinas atuais, que se dividem em frentes bem definidas. No topo da lista figuram os tratamentos capilares, com uma busca crescente por alternativas preventivas – como a mesoterapia e o uso de lasers – que evitem a necessidade de um transplante futuro. Em seguida, a gordura abdominal aparece como foco recorrente, uma vez que a gordura visceral masculina tende a ser mais resistente e impacta diretamente tanto a silhueta quanto a percepção de saúde do paciente. Por fim, os procedimentos injetáveis e faciais, focados na mandíbula e no rejuvenescimento discreto, completam o pódio, visando um aspecto mais descansado e vigoroso.

A evolução das técnicas permite resultados naturais, mas a orientação médica é crucial para alinhar expectativas. Os procedimentos não cirúrgicos são ideais para prevenção e refinamento, enquanto a cirurgia plástica é indicada para casos de maior volume de gordura ou flacidez tecidual. De acordo com especialistas, essa mudança de comportamento reflete um homem mais atento à própria saúde e bem-estar, sentindo-se confortável em investir em si mesmo como forma de autocuidado e confiança.

Diferente das lipoaspirações convencionais do passado, que focavam apenas na remoção de gordura, as técnicas modernas de alta definição operam sob conceitos de escultura. “Não se trata apenas de retirar; trata-se de reproduzir com precisão os contornos naturais da musculatura usando princípios de luz e sombra”, explica Paccanaro.

 

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O segredo para que o abdômen ou os braços pareçam fruto de anos de academia – e não de um bisturi – começa antes mesmo da primeira incisão. Através do uso de ultrassom no planejamento cirúrgico, o médico identifica onde cada músculo se insere, respeitando as variações individuais de cada biotipo. O toque final de naturalidade vem da lipoenxertia: a gordura do próprio paciente é estrategicamente aplicada dentro do músculo, guiada por ultrassom. “É isso que confere autenticidade: a definição passa a vir do próprio músculo, e não de um desenho artificial feito na gordura”, pontua o especialista.

Um dos maiores receios masculinos sempre foi a flacidez residual e as grandes cicatrizes. Nesse campo, a tecnologia tornou-se a “aliada da vez”. O uso de dispositivos baseados em jato de plasma e radiofrequência permite que o cirurgião trate a pele de dentro para fora durante o procedimento. Essas tecnologias promovem uma retração imediata das fibras e estimulam o colágeno a longo prazo, adaptando a pele ao novo contorno muscular sem a necessidade de grandes cortes. O resultado é um acabamento mais firme e um tempo de recuperação otimizado, permitindo que o paciente retorne às suas atividades com mais agilidade.

Apesar dos avanços tecnológicos, o Dr. Rafael Paccanaro é categórico: a cirurgia é o ponto de partida, não o de chegada. O sucesso a longo prazo depende de uma “parceria” entre médico e paciente no pós-operatório.

Além do acompanhamento fisioterapêutico especializado e drenagens, a manutenção do novo corpo exige disciplina. “A estabilização do peso é crucial, admitindo-se uma variação máxima de 2 a 4 kg”, alerta o médico. Para ele, o procedimento funciona como um catalisador de autoestima que deve ser blindado por uma alimentação equilibrada e uma rotina de exercícios constante.

Afinal, a cirurgia valoriza a anatomia, mas é o estilo de vida que a mantém viva.



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