Jeffrey Epstein: relembre quem era o bilionário e como o caso veio à tona
Escândalo expõe uma série de pessoas ligadas a Epstein, preso por acusações de abuso e tráfico sexual com menores de idade. Crédito: Mariana Cury (roteiro) e João Abel (edição)
O primeiro-ministro canadense, Mark Carney, afirmou, neste sábado, 7, que o ex-príncipe Andrew deveria ser retirado da linha de sucessão real britânica após documentos apontarem para uma ligação entre ele e o criminoso sexual Jeffrey Epstein. Carney classificou o comportamento de Andrew como “deplorável”.
A declaração do primeiro-ministro canadense acontece após Austrália e Nova Zelândia também expressarem desejo quanto à remoção de Andrew da linha de sucessão. Mesmo após perda de títulos reais, o ex-príncipe ainda é o oitavo na fila do trono, que tem Charles III como rei.
Andrew Mountbatten-Windsor é investigado por suposta má conduta em cargo público após revelações que envolvem o ex-príncipe com o falecido financista. Ele foi preso e libertado em fevereiro sob suspeita de repassar informações confidenciais ao ex-executivo americano durante seu período como enviado comercial do Reino Unido, entre 2001 e 2011.

Andrew e Virginia Giuffre, que alegou ter sido vítima de tráfico sexual em três ocasiões para ter relações sexuais com o então príncipe britânico. Ao fundo, a então companheira de Jeffrey Epstein, Ghislaine Maxwell. Foto: AFP
Para quaisquer alterações na linha de sucessão ao trono, o Reino Unido precisaria submeter à aprovação dos outros 14 reinos da Commonwealth que têm Charles III como chefe de Estado, incluindo o Canadá.
“Existe um processo para isso, mas acredito firmemente que seu comportamento, deplorável e que o levou a perder seus títulos reais, certamente exige sua remoção da linha de sucessão”, disse Carney a repórteres durante sua visita a Tóquio.
O ex-príncipe perdeu os títulos reais no ano passado. Ele nega todas as acusações.
Virginia Giuffre alegou ter sido vítima de tráfico sexual em três ocasiões para ter relações sexuais com o príncipe britânico, a primeira vez em 2001 e as duas seguintes quando tinha 17 anos. Ela faleceu no ano passado. Em 2022, Andrew chegou a um acordo em um processo civil movido por Giuffre nos Estados Unidos, mas sem admitir qualquer irregularidade. /AFP