Saturday, April 4, 2026
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Grandes bancos que quiserem participar de IPO da SpaceX devem assinar o Grok, de Elon Musk

by admin7
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É comum que empresas envolvidas em negócios de grande porte imponham exigências a banqueiros e advogados interessados em participar da transação. Mas Elon Musk, o homem mais rico do mundo, fez uma exigência particularmente ousada a seus consultores de Wall Street, antes da oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) de sua empresa aeroespacial, a SpaceX.

Musk está exigindo que bancos, escritórios de advocacia, auditores e outros consultores envolvidos no IPO adquiram assinaturas do Grok, seu chatbot de inteligência artificial, que faz parte do X e da SpaceX, de acordo com quatro pessoas a par do assunto. Elas não estavam autorizadas a falar publicamente sobre discussões confidenciais.

Alguns dos bancos concordaram em gastar dezenas de milhões no chatbot e já começaram a integrar o Grok em seus sistemas de TI, disseram três dessas pessoas.

Elon Musk: IPO do ano movimenta bancos Foto: Matt Rourke/AP

Musk e um porta-voz da SpaceX não responderam aos pedidos de comentário.

Em praticamente qualquer grande oferta inicial de ações, os bancos encontram maneiras de se aproximar da empresa que está abrindo o capital, bem como de seu diretor executivo. Mas após vários anos com poucas ofertas públicas significativas chegando ao mercado, Wall Street está ansiosa por um negócio como o da SpaceX, que deve ser um dos maiores da história.

Espera-se que o IPO da SpaceX levante mais de US$ 50 bilhões, com uma avaliação acima de US$ 1 trilhão, o que significa que os bancos poderiam gerar comissões superiores a US$ 500 milhões pela assessoria na transação.

A capacidade de Musk de garantir negócios com os bancos para seu chatbot de IA também demonstra a enorme influência do homem mais rico do mundo sobre um setor bancário que clama por seus negócios, tanto agora quanto no futuro.

A aquisição de assinaturas do Grok pelos bancos não foi meramente um gesto de boa vontade, segundo três pessoas com conhecimento dos acordos. Musk insistiu que eles adquirissem os serviços do chatbot. Ele também pediu aos bancos que anunciassem no X, sua rede social, que também é de propriedade da SpaceX, mas foi menos enfático quanto a esse pedido, segundo duas dessas pessoas.

Por enquanto, espera-se que cinco bancos participem da oferta – Bank of America, Citigroup, Goldman Sachs, JPMorgan Chase e Morgan Stanley. Os escritórios de advocacia Gibson Dunn e Davis Polk também estão prestando consultoria no negócio.

O acordo de Musk com os bancos é um grande feito para a SpaceX, que se fundiu com a xAI em fevereiro e cujo Grok ocupa um distante quarto lugar na corrida da inteligência artificial, atrás do ChatGPT da OpenAI, do Claude e do Gemini do Google.

Musk promoveu o Grok como o antídoto para o politicamente correto e afirmou que seu chatbot não seria “woke”, ao contrário de seus concorrentes. Nos últimos meses, o Grok se viu envolvido em polêmicas após compartilhar conteúdo antissemita e elogios a Adolf Hitler, além de gerar imagens sexualizadas não consentidas de mulheres e meninas.

Alguns países, incluindo a Indonésia e a Malásia, proibiram o Grok, enquanto outros abriram investigações sobre a divulgação de conteúdo sexualizado pela plataforma.

Apesar dos problemas, Musk continuou promovendo o chatbot, incentivando regularmente seus mais de 237 milhões de seguidores no X a “experimentarem o Grok”. Até o meio-dia de sexta-feira em Nova York, ele havia postado 18 vezes naquele dia sobre o chatbot, que havia lançado uma nova versão de seu aplicativo na quinta-feira.

“O Grok e a xAI estão definitivamente melhorando mais rápido do que qualquer outra IA”, dizia uma mensagem no X que Musk repostou.

O Grok gera receita principalmente de pessoas físicas, e não de empresas. As assinaturas dos bancos darão um impulso à chamada parte empresarial do braço de inteligência artificial antes do IPO da SpaceX.

Em seu relatório financeiro mais recente a investidores, antes da fusão com a SpaceX, a xAI reportou cerca de US$ 1 bilhão em receita proveniente de suas operações de inteligência artificial, de acordo com uma pessoa que teve acesso aos resultados. A empresa não indicou quanto veio de seus consumidores ou clientes empresariais.

O Starlink, serviço de internet via satélite da SpaceX, é a joia da coroa da empresa, gerando bilhões de dólares no chamado fluxo de caixa livre de suas operações, de acordo com a pessoa familiarizada com suas finanças. Documentos financeiros obtidos pelo The New York Times mostraram que o Starlink registrou cerca de US$ 8 bilhões em receita em 2024.

Há meses, banqueiros estão nos escritórios da SpaceX na região de Los Angeles ajudando a empresa a elaborar o pedido de abertura de capital.

Não está claro qual banco, se houver, assumirá o papel de liderança no negócio, uma posição que traz prestígio e, muitas vezes, uma parcela desproporcional das comissões, segundo duas pessoas familiarizadas com as negociações.

A SpaceX, que apresentou confidencialmente a documentação da oferta pública inicial à Comissão de Valores Mobiliários (SEC, o xerife do mercado de capitais nos EUA) nesta semana, não incluiu os nomes dos bancos no documento, disse uma das pessoas.

Ryan Mac e Lauren Hirsch contribuíram com a reportagem.

Este texto foi traduzido com o auxílio de ferramentas de inteligência artificial e revisado por nossa equipe editorial. Saiba mais em nossa Política de IA.



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