O escritor e psiquiatra Augusto Cury (Avante) desponta como uma das principais novidades na corrida presidencial de 2026 e, na primeira pesquisa que testa seu nome, ele aparece com 2% das intenções de voto no cenário estimulado de primeiro turno.
Novato na política, o autor de best-sellers aparece à frente de nomes conhecidos das disputas eleitorais, como o Cabo Daciolo (Mobiliza) que tem 1% e Aldo Rebelo (DC) com 0%. Está empatado numericamente com Renan Santos (Missão) que marca 2% e tecnicamente empatado com Ronaldo Caiado (PSD), este com 6%. Os dados são do levantamento Genial/Quaest divulgado nesta quarta-feira, 15. A margem de erro é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.
A pesquisa detalha que Cury performa melhor entre eleitores com nível superior (5%), no Sul do País (4%) e com os evangélicos (4%). No público feminino, entre eleitores de 35 a 59 3%, com renda de 2 a 5 salários mínimos e na direita (bolsonarista ou não bolsonarista), ele marca 3%.
Campanha de Cury anuncia foco na saúde emocional e gestão humanizada
Augusto Cury lançou sua pré-candidatura no dia 5 de abril. O partido anunciou que seu trabalho será focado na saúde emocional, educação e gestão humanizada da nação. Ele fala na gestão das emoções como ferramenta para pacificar o País.
Conhecido por seus best-sellers, o psiquiatra tenta capitalizar sua imagem de mentor e pacificador para atrair o eleitor fatigado pelo embate entre petistas e bolsonaristas.
Augusto Cury é conhecido mundialmente por seus livros de autoajuda e pela Teoria da Inteligência Multifocal. Com mais de 40 milhões de livros vendidos, tem um patamar de conhecimento que muitos políticos de carreira levam décadas para alcançar.

Augusto Cury Foto: Divulgação
O retorno do “Glória a Deus”, como Cabo Daciolo performa na pesquisa Genial/Quaest
A pesquisa de abril também testou outro postulante pela primeira vez para as eleições deste ano: o Cabo Daciolo. Diferentemente de Cury, Daciolo é um nome conhecido do eleitorado brasileiro e ficou famoso pelo seu bordão “Glória a Deus!”.
O ex-bombeiro e ex-deputado federal ganhou projeção nacional na eleição presidencial de 2018. Naquela época, Daciolo tornou-se um fenômeno de memes e debates ao adotar um tom profético, denunciar supostas conspirações (como a “Ursal”) e pregar em montes.
Apesar do tom excêntrico, ele terminou o pleito de 2018 com 1,3 milhão de votos (1,26% do total). Mesmo assim, superou nomes tradicionais como Marina Silva e Henrique Meirelles.
A pesquisa Genial/Quaest (BR-09285/2026) realizou 2.004 entrevistas presenciais entre 9 e 13 de abril. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

Cabo Daciolo em debate presidencial no SBT Foto: Nilton Fukuda/ Estadão