Wednesday, March 4, 2026
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Harry Styles: Já ouvimos ‘Kiss All the Time. Disco, Occasionally’; saiba o que esperar

by admin7
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A espera está chegando ao fim: Kiss All the Time. Disco, Occasionally, novo disco de Harry Styles, chega às plataformas digitais nesta sexta, 6 de março, com o conjunto de canções mais experimentais e ambiciosas da carreira do cantor britânico de 32 anos. O Estadão já escutou o álbum e antecipa (com spoilers!) o que esperar.

Kiss All the Time. Disco, Occasionally chega quatro anos após Harry’s House, LP que rendeu a Harry um Grammy de Álbum do Ano. O sucesso comercial e crítico do álbum – e uma subsequente turnê de quase dois anos – levaram o cantor a se afastar da mídia e da música por um tempo.

Ele viajou bastante, passou meses no Japão, na Itália, na Espanha, correu duas maratonas e até foi visto na região do Vaticano no dia da eleição do papa Leão XIV. Em meio a essas excursões inusitadas, Harry começou a frequentar boates da cena de música eletrônica em Berlim, na Alemanha, e a experiência coletiva daqueles ambientes começou a inspirá-lo. Era a hora de voltar.

Esse processo é importante para quem quer entender a gênese de Kiss All the Time. Disco, Occasionally, o álbum mais “diferentão” de Styles até então. Aperture, divulgada antes do lançamento do disco, dá o tom e abre a coletânea com um eletro pop psicodélico que Styles diz ter sido inspirada pela banda de dance-rock LCD Soundsystem.

Apesar de ser a introdução, Aperture foi a última canção finalizada do álbum – escutando o restante do disco, é possível perceber como cada música integra a transição do pop intimista de Harry’s House para o eletro pop barulhento da canção.

O disco segue com American Girls, cuja introdução é marcada por um sintetizador estourado que logo vira um piano e uma batida bem dançante. Nesta e em muitas faixas, a produção acaba chamando mais atenção do que voz de Styles, uma decisão que parece consciente, mas pode gerar certo estranhamento de início, principalmente para os fãs de longa data.

Ready, Steady, Go! continua com energia semelhante, com baixo bem marcado e efeitos de distorção de voz, lembrando algo do duo icônico Daft Punk. Are You Listening Yet?, com versos mais falados do que cantados, é uma música acelerada que tem seu ápice em um solo de guitarra. É o tipo de música que gruda – basta ouvir duas vezes para ficar com o refrão na mente.

As canções que seguem parecem um pouco mais “leves” na experimentação. Taste Back e The Waiting Game são menos carregadas na produção e se aproximam um pouco mais de trabalhos como Harry’s House e Fine Line, apesar de ainda marcadas por batidas eletrônicas e dançantes. O tom experimental retorna com Season 2 Weight Loss, que aposta na mistura dos sintetizadores com a bateria.

Nesse sentido, dá para perceber como as referências oitentistas que marcaram os trabalhos anteriores de Styles – de David Bowie a Stevie Nicks -, permanecem e se misturam com artistas citados entre as referências mais recentes do cantor, como o produtor britânico Jamie XX e o DJ alemão Fadi Mohem.

Para os fãs que foram conquistados pelas canções mais lentas de Styles, Coming Up Roses será um dos destaques. A letra romântica é acompanhada por um belo arranjo de cordas que cresce com o passar da música. Aqui, a voz do cantor finalmente ganha espaço para brilhar.

A única outra música lenta da coletânea é Paint by Numbers, que pode passar despercebida de tão curtinha. São apenas 2 minutos e 27 segundos de duração. Acompanhado de violão e bateria bem marcados, Styles parece refletir sobre a própria persona: “É um presente ser notado, mas não tem nada a ver comigo.”

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Os temas do disco circulam por aí: ele toca em reflexões existenciais, em sua relação com os fãs e a fama, mas volta sempre nos relacionamentos. As letras de Styles costumam ser enigmáticas e aqui não é muito diferente.

As duas canções anteriores a Paint by Numbers são destaques: Pop é (como diz o nome) um pop animado com batidas bem marcadas e uso de autotune, além de alusões sexuais. Já Dance No More parece vir direto de um álbum de Prince ou Michael Jackson. Esta última também tem uma produção interessante, com um coro repetindo versos do cantor. Tem potencial para emplacar nas paradas.

Carla’s Song encerra o álbum trazendo de volta o som mais pesado e psicodélico de Aperture. Como o próprio Styles definiu, Kiss All the Time. Disco, Occasionally parece ser um álbum feito para ser ouvido em uma experiência coletiva. Talvez ele não seja o disco mais tocado nos fones de ouvido dos fãs, mas fará sucesso nos shows ao vivo – inclusive no Brasil, onde o artista se apresenta em julho.



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