Repórter escapa por pouco de míssil no sul do Líbano
Projétil caiu a metros do jornalista britânico Steve Sweeney, da estatal russa RT. Crédito: Reprodução Redes | RT
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump afirmou em uma publicação nas redes sociais, nesta sexta-feira, 20, que está considerando “encerrar” a guerra com o Irã, pois está “muito perto” de atingir seus objetivos.
As declarações ocorreram enquanto autoridades americanas afirmavam intensificar os ataques aéreos contra drones e navios iranianos, em um esforço para reabrir o Estreito de Ormuz.

Trump faz uma saudação frente ao caixão com os restos mortais do sargento Declan Coady, de 20 anos, morto no Kuwait em meio aos conflitos no Oriente Médio. Foto: Julia Demaree Nikhinson/AP
Mais cedo, Trump disse a repórteres no gramado da Casa Branca: “Eu não quero um cessar-fogo. Sabe, você não faz um cessar-fogo quando está literalmente aniquilando o outro lado.” O presidente afirmou diversas vezes que a guerra estava quase no fim, mas os ataques dos EUA só se intensificaram.
Na postagem, realizada na rede Truth Social, o republicano lista os objetivos que considera estarem perto de serem alcançados:
- Degradar “completamente” a capacidade de mísseis iranianos, seus lançadores e tudo o que está relacionado a eles;
- Destruir a base industrial de defesa do Irã;
- Eliminar sua Marinha e Força Aérea, incluindo armamentos antiaéreos;
- Nunca permitir que o Irã sequer se aproxime de capacidade nuclear e estar sempre em posição de reagir de forma rápida e contundente a tal situação, caso venha a ocorrer;
- Proteger, no mais alto nível, aliados no Oriente Médio, incluindo Israel, Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Kuwait e outros.
Sobre o Estreito de Ormuz, Trump afirma que o canal por onde há o escoamento de petróleo “terá que ser protegido e policiado” por outras nações que o utilizam e, se necessário, os Estados Unidos fornecerão ajuda.
O presidente americano tem multiplicado declarações contraditórias sobre a duração potencial do conflito. Por vezes prometeu uma saída muito próxima e, em outras ocasiões, estimou que o Exército dos Estados Unidos não tinha pressa.
As declarações em diretrizes opostas em um mesmo dia ocorrem, segundo o Axios, no momento em que o presidente Trump e sua administração consideram tomar o controle da ilha de Kharg, de onde sai cerca de 90% das exportações de petróleo bruto do Irã, com o objetivo de obrigar Teerã a reabrir o Estreito de Ormuz, missão que poderia ser confiada aos fuzileiros navais.
O Exército dos Estados Unidos pode “neutralizar” a ilha de Kharg, um ponto petrolífero estratégico, “a qualquer momento se o presidente Trump der a ordem”, assegurou a porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, em declaração transmitida à AFP.
2.500 fuzileiros navais
Nesta sexta-feira, 20, Trump afirmou que o Irã, “do ponto de vista militar, está acabado”, mas que está “bloqueando” o Estreito de Ormuz. O presidente afirmou ainda que seria uma “simples manobra militar” manter a importante rota marítima aberta, mas que isso requer ajuda, que ele descreveu como “navios” e “volume”.
Ele acrescentou que “seria bom” se os países que dependem do estreito se envolvessem para ajudar a mantê-lo aberto.
Cerca de 2.500 fuzileiros navais adicionais a bordo de três navios de guerra estão a caminho do Oriente Médio, informaram autoridades militares americanas nesta sexta-feira, 20. O jornal The Washington Post informou ainda na quarta-feira que o Pentágono deseja solicitar, por meio da Casa Branca, mais de 200 bilhões de dólares ao Congresso para financiar a guerra no Irã./Com informações do The New York Times, AP e AFP