Muito associada às celebrações de festa junina, o milho é um alimento versátil que pode ser incorporado em uma grande variedade de preparos, dos mais clássicos aos mais criativos e diferentes. Mais do que um símbolo de festa típica, este grão oferece diversos benefícios à saúde, além de agradar todo tipo de paladar
Seja na espiga, assado, cozido ou até mesmo como pipoca, o milho se destaca não apenas pelo seu sabor e modo simples de preparo, mas também pelo seu valor nutricional na dieta.
Para falar melhor sobre as propriedades do milho e como acrescentá-lo a uma dieta balanceada, o nutricionista Lucas Alves Deienno, da Clínica CliNutri, que explica os benefícios à saúde do alimento. Confira quais são eles e receitas simples e práticas de preparar para adicionar o milho na dieta do dia a dia:
Quais os benefícios do milho?
Em entrevista ao Paladar, o nutricionista explica que o milho é uma ótima fonte de carboidrato – macronutriente responsável pela energia do corpo. Além disso, fornece fibras que contribuem para a saciedade e para o funcionamento intestinal.
Lucas ainda acrescenta: “O milho contém vitaminas do complexo B, importantes para o metabolismo energético, e minerais como magnésio e fósforo, que participam da função muscular e da saúde óssea.”, diz.
Confira três receitas simples e rápidas de preparar que levam milho:
Além do milho verde, a queijadinha tem coco fresco e parmesão no preparo, garantindo texturas e sabores diferentes que se complementam. Rápida e fácil de preparar, a receita é perfeita para o lanche da tarde acompanhada com uma xícara de café.

Queijadinha de milho verde Foto: Taba Benedicto/ Estadão
Fofinho e com um aroma que lembra casa de vó, o bolo de milho leva poucos ingredientes e garante uma sobremesa perfeita para o lanche da tarde ou café da manhã, perfeito para ser servido com uma xícara de café.
Para não errar na hora de preparar esse prato, o chef Tsuyoshi Murakami ensina o passo a passo simples de como preparar o tempurá perfeito de milho, garantindo uma receita diferente e muito saborosa.
O milho ajuda na digestão? Ele é bom para o intestino?
Por ser uma grande fonte de fibras, principalmente insolúveis, o milho ajuda na digestão e auxília na formação do na formação do bolo fecal – o que pode ser benéfico em casos de constipação leve.
Porém, o nutricionista faz um adendo: “No entanto, em indivíduos com maior sensibilidade intestinal, como aqueles com síndrome do intestino irritável, o consumo pode causar aumento de gases, distensão abdominal e desconforto. Portanto, o efeito varia de acordo com a tolerância individual.”, completa.
Veja duas receitas para o dia a dia com milho a seguir:
Cremoso e simples de preparar, a receita simples de creme de milho leva apenas quatro ingredientes, e fica pronta em menos de meia hora. A sugestão da chef é comer com um arroz branco, ou até servir em uma tigela.

Creme de milho Foto: sasazawa/Adobe Stock
Refrescante e benéfica à saúde, a salada leva milho cozido com frutas, como morango e manda, além do tomate-cereja e cenoura.
O milho cozido aumenta a glicose?
Segundo o nutricionista Lucas, o milho cozido aumenta a glicose, mas isso não é necessariamente ruim.
“Sim, o milho cozido eleva a glicemia, pois é uma fonte de carboidrato que é convertido em glicose após a digestão. Isso não é uma coisa ruim, o mesmo ocorre com todas as fontes de carboidrato pois o produto final da digestão é majoritariamente a glicose.”, afirma.
No entanto, Lucas afirma que o ponto de análise que precisa ser feito é a carga glicêmica, que considera não apenas a velocidade de absorção (índice glicêmico), mas também a quantidade de carboidrato consumida na porção.
“O milho possui índice glicêmico moderado, e sua carga glicêmica também tende a ser moderada. Na prática, isso significa que ele eleva a glicose, mas não de forma tão abrupta quanto alimentos mais refinados.”, diz Lucas.
Além disso, quando o milho é combinado com fontes de proteína, gordura e fibras, esse impacto tende a ser ainda mais reduzido.
Confira receitas para consumir milho e aproveitar seus benefícios:
A dica neste prato é utilizar milho fresco, pois os grãos cozinham junto com o arroz e ficam macios. Diferente e muito saborosa, a receita tem um forte sabor de milho e apresenta um aroma irresistível.

As receitas de uma panela estão na ordem do dia porque consomem menos gás ou eletricidade Foto: ALEX SILVA/ESTADAO
Prato delicado e muito saboroso, o purê de milho é a combinação perfeita para ser servido ao lado do frango assado, de uma bela carne de panela e até entre os acompanhamentos do churrasco.
O milho é um carboidrato bom ou ruim na dieta?
O milho pode ser considerado um carboidrato adequado e muito versátil dentro de uma dieta equilibrada, afirma Lucas, nutricionista da Clínica CliNutri.
Segundo ele, o milho verde é uma opção aos carboidratos mais comuns, como arroz, batata e mandioca, podendo variar o cardápio sem comprometer a qualidade nutricional.
O milho fornece energia, possui fibras e contribui para a saciedade, sendo útil tanto em estratégias de manutenção quanto de emagrecimento.
Veja como acrescentar o milho em receita simples e práticas para o dia a dia:
Para que o suco fique saboroso e com uma textura cremosa, a chef Heloísa Bacellar recomenda utilizar milho verde fresco – além de utilizar leite na hora de preparar a receita.
Cremoso e perfeito para os dias frios, a sopa de milho verde pode ser servida ao lado de uma baguette para tornar o prato ainda mais saboroso. Com um preparo simples, a receita é sucesso garantido para jantares especiais.

Sopa de milho verde Foto: Divino Fogão
O milho pode ser prejudicial de alguma forma à saúde?
O que determina o impacto de um alimento na saúde é determinado pela quantidade consumida e do contexto da refeição, especialmente em relação à combinação com outros nutrientes.
Segundo o nutricionista Lucas, a forma de preparo também influencia diretamente, já que adições como manteiga, óleo e sal em excesso aumentam a densidade calórica da refeição.
Além disso, o nutricionista ressalta a importância em diferenciar o milho in natura de seus derivados ultraprocessados, como o xarope de milho rico em frutose, que quando consumidos com frequência estão associados a efeitos metabólicos negativos como: maior risco de resistência à insulina, risco de acúmulo de gordura no fígado, maior propensão ao ganho de peso, etc.
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