Tuesday, March 3, 2026
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Explosão na Rua da Consolação: o que aconteceu e o que se sabe até agora sobre o caso

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Explosão abre cratera na Rua da Consolação, no centro de São Paulo

Trânsito é desviado e faixas permanecem bloqueadas; Enel investiga o incidente. Crédito: Reprodução/ Smart Sampa

Uma explosão subterrânea registrada na Rua da Consolação na noite do último domingo, 1°, provocou a abertura de uma cratera na via no sentido Avenida Paulista. O buraco que se abriu no asfalto deixou parte da rua interditada, obrigando motoristas a desviarem a rota para seguir viagem e afetando a circulação de mais de 20 linhas de ônibus municipais.

Nesta segunda-feira, 2, o prefeito Ricardo Nunes (MDB) responsabilizou a Enel, concessionária de distribuição de energia na capital e na Grande SP, pelo incidente. A empresa, por sua vez, alegou vazamento de gás, o que foi negado pela Comgás, a Companhia de Gás de São Paulo.

Entenda o que aconteceu, o que dizem a Prefeitura e as concessionárias e como a cratera está afetando a região.

O que aconteceu?

A explosão aconteceu por volta das 22h15, na altura do número 2.104 da Rua da Consolação, próximo à Avenida Paulista. Uma câmera do Programa SmartSampa registrou o momento do colapso. Um carro, que passava pela via, quase foi atingido pela explosão (vejo o vídeo acima).

O que disseram testemunhas?

O Corpo de Bombeiros foi acionado. Testemunhas relataram ter sentido, antes da explosão, um odor forte de borracha queimada. Elas também afirmaram ter visto fumaça preta saindo do asfalto. A Enel, a Comgás e a Companhia de Engenharia de Trafego de São Paulo (CET) também foram acionadas.

A explosão foi causada por vazamento de Gás?

A Comgás afirma que realizou duas inspeções no endereço, mas aponta não ter identificado vazamento de gás natural encanado. “Essa conclusão é respaldada pela ausência de etano e de outros componentes característicos do gás natural, conforme aferido pelos equipamentos de medição utilizados em campo”, informou a companhia.

O que diz a Prefeitura sobre o caso?

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), culpou a distribuidora de energia Enel pela cratera na Rua da Consolação. O chefe do Executivo municipal alegou que outras empresas já tiveram as respectivas responsabilidades descartadas e acrescentou ainda que há fiação da concessionária no local da explosão.

“Se constatado que é a Enel — o que me parece que sim, até porque não pode ser Sabesp, porque não tem água, e a Comgás já constatou que não tem nenhuma relação com a empresa. Agora o que sobra é a Enel, até porque tem enterramento de fios ali —, eu vou cobrá-los, porque eles são muito lentos”, afirmou Nunes à imprensa nesta segunda.

Segundo o prefeito, a Enel só enviou uma equipe às 10h30 desta manhã, quase 12h depois da explosão. “Não é razoável”, disse o Prefeito. A Secretaria Municipal das Subprefeituras informou acompanhar os trabalhos de recuperação dos estragos causados pela explosão.

O que diz a Enel sobre a situação?

A Enel, no entanto, afirma que “não houve dano nenhum na rede elétrica”. No local, segundo a empresa, há apenas cabos da rede enterrada, que não conseguiriam causar uma explosão do nível da que ocorreu. A companhia ainda destaca que os cabos estão intactos.

“As equipes da distribuidora atuaram prontamente e seguem no local para apoiar a recuperação da estrutura de alvenaria danificada pelo incidente”, afirmou a Enel em nota. A empresa afirma ainda que suas medições chegaram a detectar a presença de gás inflamável no local, o que é negado pela Comgás.

Como a cratera está afetando a região?

A CET interditou três faixas da Rua da Consolação sentido bairro, além da calçada, e vetou a circulação no trecho para carros. Já os ônibus devem circular com velocidade reduzida pelos corredores, que não foram interditados.

No sentido centro, foi bloqueada uma faixa, perto da Rua Matias Aires e da Rua Antônio Carlos. Também foram interditadas uma faixa da Matias Aires e outra na Antônio Carlos.

Painéis de mensagens variáveis foram instalados para informar aos motoristas sobre a interferência e os desvios que devem ser realizados.

Quais são os desvios que os motoristas devem fazer?

Os veículos devem seguir pela Rua Maceió e pela Avenida Angélica, enquanto ônibus e táxis circulam pela faixa exclusiva da Consolação, na altura da Rua Maceió.

Operações nas linhas de ônibus também foram alteradas?

De acordo com a Secretaria de Mobilidade Urbana e Transporte, 25 linhas de ônibus estavam, até a tarde desta segunda, operando com velocidade reduzida. Veja quais são:

  • 178L/10 Lauzane Paulista – Hosp. Das Clínicas
  • 669A/10 Term. Sto. Amaro – Term. Princ. Isabel
  • 701A/10 Pq. Edu Chaves – Metrô Vl. Madalena
  • 701U/10 Metrô Santana – Cid. Universitária
  • 702C/10 Jd. Bonfiglioli – Metrô Belém
  • 702U/10 Cid. Universitária – Term. Pq. D. Pedro II
  • 7267/10 Apiacás – Pça. Ramos de Azevedo
  • 7272/10 Mercado da Lapa – Pça. Ramos de Azevedo
  • 7281/10 Lapa – Pça. Ramos de Azevedo
  • 7282/10 Pq. Continental – Pça. Ramos de Azevedo
  • 7411/10 Cid. Universitária – Pça. da Sé
  • 7545/10 Jd. João XXIII – Pça. Ramos de Azevedo
  • 7545/21 Cdhu Butantã – Pça. Ramos de Azevedo
  • 778R/10 Cohab Raposo Tavares – Term. Princ. Isabel
  • 7903/10 Jd. João Xxiii/Educ. – Pça. Ramos de Azevedo
  • 8700/1 Term. Campo Limpo – Pça. Ramos de Azevedo
  • 8700/10 Term. Campo Limpo – Pça. Ramos de Azevedo
  • 8700/21 Lgo. do Taboão – Pça. Ramos de Azevedo
  • 8700/24 Lgo. do Taboão – Pça. Ramos de Azevedo
  • 8705/10 Shop. Continental – Anhangabaú
  • 8705/51 Pq. Continental – Anhangabaú
  • 8707/10 Rio Pequeno – Term. Princ. Isabel
  • 875A/10 Aeroporto – Perdizes
  • 909T/1 Term. Pinheiros – Term. Pq. D. Pedro II
  • 909T/10 Term. Pinheiros – Term. Pq. D. Pedro II

Há previsão de normalização da situação?

Questionadas, as autoridades não informaram prazo para o reparo da área afetada.



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