Friday, March 13, 2026
Home South AmericaMendonça citou decisões dos próprios colegas da 2ª Turma ao votar para manter Vorcaro preso

Mendonça citou decisões dos próprios colegas da 2ª Turma ao votar para manter Vorcaro preso

by admin7
0 comments


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso Master, citou decisões dos próprios colegas na Segunda Turma da Corte ao votar nesta sexta-feira, 13, para manter a prisão preventiva do empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Acompanharam o relator os ministros Nunes Marques e Luiz Fux, o que faz o colegiado já ter maioria para manter Vorcaro detido. Falta o voto de Gilmar Mendes.

Mendonça mencionou precedentes de Nunes Marques e Gilmar Mendes sobre a manutenção de prisão preventiva. A estratégia do relator deixou esses colegas com a obrigação de recuar das próprias decisões em um eventual voto divergente.

Uma das bases do voto de Mendonça contra Vorcaro uma decisão de Nunes Marques em um habeas corpus em 2022, na Segunda Turma. Naquele julgamento, o ministro escreveu que a continuidade da prisão preventiva é justificável se há “gravidade concreta dos crimes imputados, o relevante papel do paciente na complexa organização criminosa, o seu poder de influência revelado nos autos e o risco concreto e razoável de reiteração delitiva”.

Ainda segundo Nunes Marques naquela ocasião, é necessário manter a prisão nos casos de “existência de quantias ainda não recuperadas e de possível movimentação dos valores, inclusive no exterior”.

Mendonça ainda destacou uma decisão de Gilmar Mendes em 2018, também em um habeas corpus na Segunda Turma. Gilmar decidiu, na época, que a prisão preventiva deve ser mantida se há motivos de “gravidade concreta, papel relevante do investigado na organização e risco de reiteração (repetição)”.

Relator citou ‘valores bilionários’ e ‘fortes indícios’ de intimidação

Ao votar para manter Vorcaro encarcerado, o ministro André Mendonça afirmou: “Os crimes investigados envolvem valores bilionários e têm impacto potencial no sistema financeiro nacional. Há, sob outro prisma, evidências de tentativa de obtenção de informações sigilosas sobre investigações em andamento e monitoramento de autoridades. E existem fortes indícios da existência de grupo destinado a intimidar adversários e a monitorar autoridades, o que revela risco concreto de interferência nas investigações”.

O magistrado ainda mostrou preocupação com o poderio do grupo de Vorcaro. “A organização criminosa demonstra altíssima capacidade de reorganização, mesmo após deflagração de operações. Portanto, caso os investigados permaneçam em liberdade, há o elevado risco de articulação com agentes públicos e da continuidade da prática de ocultação e reciclagem de capitais por meio da utilização de empresas de fachada”.



Source link

You may also like

Leave a Comment